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Dr. Brian Weiss

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Casos de Regressão

Paciente: J.
Regressão: l6/03/05


A paciente J. regrediu a uma primeira vida, e encontrava-se num cenário de guerra escondendo uma criança pequena. A seguir, corre em meio a um ataque de artilharia, recebe um tiro e cai; sente-se arrastada por alguém e, depois, socorrida. Logo após, toda de branco, com uma atadura na cabeça e, desesperada, à procura da criança, seu filho (na encarnação atual, seu pai), que havia escondido. Tem, então, a sensação de estar sendo "puxada" para cima e se vê num hospital em que predomina a cor branca. Fica em tratamento durante algum tempo, até que lhe é permitido sair. Um menininha sorridente a acompanha, há lindos jardins floridos nesse lugar. As pessoas (todas de branco) passam por ela e sorriem parecendo felizes. Lembra-se do filho que havia deixado para trás, mas a menininha diz pra ela não se preocupar, pois já cuidava dele. Passa um moço "bonito e de cabelo encaracolado" e a convida para irem até a biblioteca; é uma enorme sala com muitos livros em que várias pessoas se encontram lendo. Ela convive um tempo nesse lugar, até que sente a chegada do momento da reencarnação. J. passa então para outra vida, agora está morando numa casinha de madeira com um casal de filhos e uma monótona rotina faz parte da sua vida diária. Pobre, leva seu filho à escola todos os dias, desce e sobe uma ladeira para fazer o trajeto de ida e volta. O menino quer ir de bonde, mas eles não têm dinheiro para isso. Percebe que é aniversário da filha e um utensílio da cozinha é virado e ali são postas três velas que significam a idade da criança. Estão ali somente os três. Às vezes, o pai, que é fazendeiro, aparece para buscar o menino e levá-lo para a fazenda. Sente o filho gostar mais do pai do que dela e se entristece. Passa o tempo e J. está vivendo na fazenda. Está velha; o marido, careca e gordo. O filho costuma sair de moto e passar alguns dias fora. Não se sente bem na presença dele, mas sente angústia quando ele demora a voltar. A filha está casada e também mora na fazenda com seus filhos. J. sente amor por seus netos e percebe que um deles é seu namorado na vida atual. O tempo passa nessa vida e ela se vê sendo recebida no plano espiritual pela mesma menininha de antes. Esta lhe sorri e a convida a passear pelos mesmos jardins; porém, "uma jovem de pele escura" que se desloca flutuando passa e J. pega carona com ela. Fica um tempo estudando, lendo e trabalhando, até reencarnar novamente. A nova vida (a terceira), J. é a filha mais velha (mas ainda criança) de um casal. A mãe, grávida, espera o seu irmãozinho. Os pais estão alegres e animados com a gravidez. Moram num apartamento pequeno e acanhado, o que lhe causa um certo desconforto. Inicia-se, então, nessa vida, uma série de acontecimentos trágicos: a mãe morre no parto; o irmão, ainda criança, também desencarna; o pai, tempos depois, se suicida. Ela fica sozinha no apartamento. Sente-se mal, sufocada, e a vida aos poucos começa a perder o sentido (culpa o irmão, seu pai na atual vida), até se ver caída, jogada no colo de uma vizinha de apartamento que é sua amiga. A amiga chora e a abraça inconsolável. Ela, inerte e vendo a cena de cima: "será que eu fiz isso?" J. havia se suicidado. Por fim, ela parece uma mendiga que se encontra em um lugar "horrível" (escuro e isolado) até o momento em que aparece uma luz e (ela) reconhecer a entidade que quer tirá-la dali: seu pai. Entretanto, não consegue sair dali, sente-se ainda presa; mas em outra oportunidade J. consegue se desprender e acompanhar a entidade que a conduz a um hospital do plano espiritual. Passa algum tempo sob tratamento até ter permissão para sair e novamente reencontrar a mesma menininha, esta lhe sorri e J. abre um largo sorriso. Neste momento de reencontro e de felicidade na luz, a regressão é encaminhada para o seu final.


Comentário

Durante a psicoterapia, a paciente se queixou da superproteção por parte do pai, embora ela já contasse 25 anos. Tem uma antiga dor de cabeça que constantemente volta e, apesar de ter um lar e uma vida sem maiores carências materiais ou dificuldades financeiras, sente um certo vazio existencial, uma insatisfação "como se o meu lugar não fosse esse", conforme suas palavras. Sente tédio da rotina diária e uma certa apatia no relacionamento social e profissional.
Na regressão ela se viu envolvida num cenário de guerra, momento em que é ferida na cabeça e morre (provável origem da dor de cabeça). Nessa existência, após sua morte, acontece para o seu filho (o pai atual) uma traumática separação (o fato do pai, na vida atual, ser superprotetor para, inconscientemente, não perdê-la novamente; o que demonstra ainda estar sintonizado naquele trauma).
Na segunda vida, J. manifesta os mesmos sintomas (queixas) da sua vida atual: vazio, rotina, insatisfação, o que parece ser consequência do mesmo trauma.
Na terceira existência, a revelação dessas queixas se intensifica à medida que vai ficando só, até culminar no ato de desespero: o suicídio.
Na próxima sessão de psicoterapia será dada ênfase às sintonias mostradas na regressão e que ainda repercutem nessa vida, mas que agora tendem a desaparecer. Será abordado o tema: "personalidade congênita e a necessidade de desligamento de sentimentos negativos para mudar a sintonia", visando, com isso, a autotransformação a caminho de um melhor autoconhecimento.
Necessidade de outra regressão: não. 


Desconfiança Exagerada, ciúmes

Paulo desconfiava até da própria sombra: “Não confio nem em mim mesmo”, costumava dizer. E essa insegurança, esse sentimento de inferioridade era histórico na vida desta pessoa. No relacionamento afetivo não era diferente, pois o sentimento de ciúmes contaminava a vida do casal a ponto dele criar fantasias e sonhar que estava sendo traído pela esposa. O sentimento de posse com relação ao objeto amado refletia-se na forma como o paciente cerceava a liberdade no cotidiano da vida da sua mulher, impedindo-a, inclusive, de dirigir seu automóvel.

Foi com esta esperança, e muito por iniciativa dela, que o casal começou a fazer terapia. Helena sentia-se constantemente ameaçada, física e moralmente mas, apesar da constante pressão psicológica do marido, ainda acreditava e tinha esperanças na melhora do relacionamento. Era o que mais almejava, pois ainda o amava.

Pelo nível de desconfiança, alimentado por um histórico de relações com uma mãe com claros traços de psicose e pela ausência de um pai que falecera quando ele tinha três anos, Paulo relutou muito em aceitar a regressão como opção investigativa de seu inconsciente. “Não tenho certeza se a regressão será uma experiência boa para mim”, justificava-se.

Após algumas sessões de psicoterapia onde foi trabalhada a questão “desconfiança” em seu histórico de vida relacionado aos sentimentos de ciúmes e de culpa, Paulo sentia-se mais confiante no processo terapêutico e, principalmente, na figura do terapeuta, pois este já não lhe parecia tão “ameaçador” como no início e uma empatia se estabeleceu na relação paciente-terapeuta.

Na regressão, Paulo resistiu até quanto pôde no sentido de analisar racionalmente o que estava experenciando: “É um filme ou não é um filme o que estou vendo?”, dizia. Convenceu-se de que era um “filme”, mas o filme da sua atual vida, quando se identificou como personagem principal sendo sexualmente abusado e, na seqüência, a imagem da sua mãe lhe dizendo: “Tu não fazes nada direito mesmo, tu és um caso perdido”.

Após um momento de muita catarse (choro e raiva) Paulo começou a acalmar-se e a ingressar em uma revivência mais remota: via-se preso em uma cela (uma das suas queixas atuais era de que não se sentia bem em lugares apertados). Experimentava um sentimento muito intenso de culpa e, ao mesmo tempo, de raiva. Sentia-se também sendo abusado sexualmente neste lugar e com uma sensação de que iria morrer ali.

Passa alguns minutos em silêncio e, de repente, diz: “Eu matei alguém com requintes de crueldade. Não pode ser!” E continua: “Foi mulher, ela me traiu e eu a matei, por isso estou aqui, preso” e começa a chorar à medida que reconhece aquela pessoa: “É ela sim, meu Deus, é a Helena”.

Depois de nova catarse e enquanto o paciente vai se acalmando, a regressão é encaminhada para o seu final. Paulo estava cansado; foram muitos sentimentos e emoções aflorados em uma única experiência.

 

Comentário

O que dizer da experiência regressiva de Paulo? Que ele teve todos os “ingredientes” necessários para, através da continuidade do processo terapêutico, ser auxiliado a fazer a sua elaboração a respeito do valioso conteúdo que emergiu desta rica experiência.

Os dois, marido e esposa, estão tento nova oportunidade reencarnatória para “curarem as feridas” do passado. E esta decisão, combinada na programação reencarnatória de ambos, não estava, até antes da regressão, sendo considerada por Paulo. Experiências que o marcaram na vida atual serviram como “gatilhos” que acionaram a sintonia com aquela vida de prisioneiro. Portanto, intensos sentimentos de ciúmes e de culpa vieram à tona novamente, fazendo com que Paulo começasse a experienciar velhos sentimentos que o atormentaram no passado.

Quanto à Helena, esta passa a sensação de estar, por amor, predisposta a colaborar na recuperação do marido e no estabelecimento de um convívio harmonioso entre o casal e o filho pequeno. Paulo está tendo a sua chance.

 

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